As sessões Claude Code agora podem rodar dentro da rede da sua organização, em vez da infraestrutura da Anthropic. A empresa lançou em 6 de agosto de 2026 o beta público de ambientes auto-hospedados — disponível para planos Claude Team e Enterprise, desabilitado por padrão e ativado nas configurações de administração do claude.ai.
O recurso muda uma restrição fundamental: até agora, todas as sessões Claude Code eram processadas em servidores da Anthropic. Com o novo modelo, os agentes de código rodam dentro da rede do cliente — ao lado dos serviços internos, bancos de dados e controles de segurança da organização.
O que fica on-premise e o que ainda vai à API
A distinção mais importante é entender o que circula onde:
Fica na rede da empresa (100% on-premise):
- Checkouts de repositório
- Artefatos de build
- Segredos e variáveis de ambiente
- Arquivos modificados durante a sessão
Ainda passa pela API da Anthropic:
- Conteúdo de conversação (prompts, respostas, outputs de ferramentas)
- Transcrições de sessão (armazenadas para permitir continuação em múltiplos dispositivos)
Essa arquitetura resolve o principal bloqueio de adoção enterprise: código e dados sensíveis ficam dentro do perímetro de segurança da organização. George Jacob, da empresa Faire, declarou: "Ambientes auto-hospedados nos permitem integrar o Claude Code em nossos fluxos de trabalho de desenvolvimento existentes, mantendo nossos controles de segurança e operacionais."
Como funciona a infraestrutura de runners
As organizações configuram ambientes nomeados nas configurações de admin do claude.ai. Cada ambiente contém runners — processos de longa duração implantados em hosts da rede interna, funcionando de forma similar a runners de CI auto-hospedados (como os do GitHub Actions).
Quando um desenvolvedor inicia uma sessão e seleciona um ambiente, o plano de controle da Anthropic enfileira a sessão. O runner disponível reivindica a sessão, clona o repositório GitHub usando as credenciais configuradas e executa o Claude Code na máquina host.
Dois modos de operação:
- Modo fixo: mantém uma contagem constante de runners, com sessões distribuídas entre eles.
- Modo sob demanda: um orquestrador cria runners conforme sessões chegam e os encerra na conclusão — escalando automaticamente.
Todas as conexões usam HTTPS de saída para api.anthropic.com. A Anthropic não mantém conexões de entrada para a rede do cliente.
Por que isso importa para o seu negócio
O uso de Claude Code cresceu mais de 80x entre equipes enterprise em 2026. O principal freio à adoção em setores regulados — serviços financeiros, jurídico, saúde — era justamente a exigência de que código e dados de propriedade intelectual ficassem fora da rede interna. O beta de ambientes auto-hospedados remove esse freio.
Três casos de uso prioritários identificados pela Anthropic nas empresas que participaram do preview:
- Acesso a serviços internos: sessões de Claude Code podem acessar bancos de dados internos, APIs privadas e registros de log sem expô-los publicamente.
- Toolchain proprietária: equipes podem pré-instalar compiladores, SDKs e ferramentas proprietárias no ambiente.
- Conformidade regulatória: código-fonte e artefatos de build permanecem on-premise para auditorias e requisitos de compliance.
Se sua empresa já usa Claude Team ou Enterprise, vale avaliar o beta agora — especialmente se há dados sensíveis que hoje impedem o uso do Claude Code no fluxo de desenvolvimento. Acesse as configurações de administração do claude.ai para ativar o recurso.
Conteúdo reescrito e traduzido para PT pela redação luiscortex, revisado por humano.
Fonte: Unite.AI


