A IA na função financeira saiu do campo das promessas. A PwC anunciou uma expansão da sua aliança com a Anthropic para colocar a Claude no centro do trabalho de controladoria, deals e operações dos seus clientes. O ponto mais concreto: a consultoria criou um novo grupo de negócios, o Office of the CFO, a primeira unidade da PwC inteiramente ancorada na tecnologia de uma empresa de IA.
A leitura por trás do movimento é simples. Segundo a Anthropic, a maior parte das empresas ainda roda em sistemas e processos desenhados para um mundo pré-IA — um peso morto estimado em mais de US$ 2 trilhões. A aposta é reconstruir as funções de negócio em torno de agentes que executam tarefas de ponta a ponta, e a área financeira é o primeiro alvo.
O que a PwC e a Anthropic anunciaram
A aliança se organiza em três frentes: construção de software com agentes (Claude Code), execução de negócios assistida por IA e reinvenção de funções inteiras da empresa. O Office of the CFO combina a expertise contábil da PwC com o conjunto de produtos da Anthropic — Claude, Claude Cowork e Claude Code — começando por bancos, seguradoras e saúde, onde precisão e rastreabilidade pesam mais.
A PwC diz ter agido como "Customer Zero": usou a IA na função financeira primeiro internamente, em lançamentos contábeis, análise de variação e respostas a RFPs, antes de levar aos clientes. Para escalar, a consultoria vai treinar e certificar 30 mil profissionais em Claude e montou um Center of Excellence conjunto, parte de um investimento de US$ 100 milhões da Anthropic em parceiros de serviço.
Por que isso importa para o seu negócio
Você não precisa ter o tamanho da PwC para aplicar IA na função financeira. Os mesmos casos de uso — conciliação, previsão de caixa, análise de variação, fechamento mensal e preparo de relatórios — são exatamente os que travam o financeiro de uma pequena ou média empresa. Nos exemplos em produção citados pelas duas empresas, ciclos de underwriting de seguros caíram de 10 semanas para 10 dias e entregas de software ficaram até 70% mais rápidas.
A lição prática para o empreendedor é dupla. Primeiro: comece pequeno, automatizando uma tarefa repetitiva e de baixo risco (como categorizar despesas ou redigir um relatório gerencial) antes de redesenhar o processo inteiro. Segundo: em finanças, auditabilidade não é detalhe. Use a IA na função financeira com fontes verificáveis e mantenha o humano no controle das decisões — foi por isso que a PwC priorizou setores regulados. Você pode acompanhar os detalhes oficiais no anúncio da Anthropic.
Como dar o primeiro passo
- Mapeie as três tarefas financeiras que mais consomem horas da sua equipe hoje.
- Teste um assistente de IA em uma delas, com dados reais, mas sem decisão automática.
- Meça o ganho de tempo e o índice de erro antes e depois.
- Só então decida escalar — e documente o processo para auditoria.
A mensagem da parceria é que a vantagem não está em "usar IA" de forma genérica, e sim em reorganizar a função financeira em torno dela, com governança.
Conteúdo reescrito e traduzido para PT pela redação luiscortex, revisado por humano.
Fonte: Anthropic





