Na hora de contratar talentos, o que uma das empresas mais valiosas de IA realmente valoriza? Boris Cherny, arquiteto por trás do Claude Code, da Anthropic, revelou no palco da conferência Fortune Brainstorm Tech os três critérios que fazem um candidato se destacar. A resposta, publicada pela Fortune, tem pouco a ver com diploma e muito a ver com postura.
Os três critérios para contratar talentos
O primeiro é ser generalista. "Número um, gostamos de generalistas, porque eles têm contexto em mais do que só engenharia", disse Cherny. Na prática, são pessoas que transitam entre áreas — engenharia e design, engenharia e produto, dados e design — e enxergam o problema inteiro, não só a sua parte.
O segundo é o baixo ego. A frase de Cherny é curta e direta: "O ego só atrapalha as coisas". Profissionais que colocam o resultado acima do próprio destaque colaboram melhor e tomam decisões com menos ruído.
O terceiro é ser empirista. "A terceira coisa é que amamos empiristas. Então, pessoas que estão aprendendo com os dados e que estão ancoradas à realidade", afirmou. Em vez de defender opiniões a qualquer custo, esse perfil testa, mede e muda de ideia diante da evidência.
Uma tendência que vai além da Anthropic
Os critérios surgem em um momento de peso: a Anthropic abriu capital avaliada em US$ 965 bilhões e é descrita como uma das maiores inovadoras de uma indústria de IA que caminha para a casa do trilhão de dólares. A Fortune enquadra a fala de Cherny dentro de uma tendência maior entre grandes empregadores, que passaram a tratar o ego inflado como obstáculo à colaboração e à liderança de verdade. Vale lembrar que a própria Anthropic já captou rodadas bilionárias, incluindo um aporte de US$ 65 bilhões, o que dá escala à forma como ela pensa o time.
Por que isso importa para o seu negócio
Você não precisa ser um laboratório de IA para usar esses filtros ao contratar talentos. Para o pequeno e médio empresário, os três critérios viram perguntas práticas em uma entrevista. Para medir o perfil generalista: "conte uma vez em que você resolveu algo fora da sua área". Para o baixo ego: "descreva um erro seu e o que aprendeu com ele". Para o empirista: "como você decidiu algo recente — no feeling ou com dados?".
Em equipes pequenas, onde cada pessoa faz muita coisa, o generalista de baixo ego que decide por evidência costuma valer por dois. Contratar talentos com esse olhar tende a montar times mais adaptáveis — exatamente o que um negócio em crescimento precisa.
Conteúdo reescrito e traduzido para PT pela redação luiscortex, revisado por humano.
Fonte: Fortune





