Boris Cherny, criador e chefe do Claude Code na Anthropic, virou referência ao mostrar como trabalha — e o método não tem nada de convencional. Ele não digita um prompt de cada vez. Mantém cinco instâncias do Claude Code rodando ao mesmo tempo no terminal e outras cinco a dez sessões abertas na plataforma claude.ai. Em vez de pedir uma tarefa por vez, escreve loops: rotinas que acionam a IA e decidem sozinhas o próximo passo.
A comparação que circulou descreve bem o estilo: trabalhar assim "se parece menos com um desenvolvedor tradicional e mais com um controlador de tráfego aéreo cuidando de uma dúzia de aviões ao mesmo tempo".
O que muda no jeito de programar com IA
O Claude Code nasceu como um protótipo de terminal no fim de 2024 e ganhou tração quando uma thread de Cherny, em janeiro de 2026, detalhando seu fluxo pessoal, passou de milhões de visualizações. O ponto central não é a quantidade de janelas abertas, e sim a mudança de papel: a pessoa deixa de escrever cada linha de código e passa a orquestrar agentes. Análises independentes, como a do InfoQ, trataram esse fluxo como um novo padrão de trabalho com IA.
Na própria Anthropic, a adoção da ferramenta está ligada a um ganho de produtividade por engenheiro de quase 70%, enquanto o time de engenharia triplicou no mesmo período. Hoje, entre 80% e 90% do código do próprio Claude Code é gerado com esses métodos avançados — a IA construindo a ferramenta que a opera. Cherny também relata rodar "alguns milhares" de subagentes durante a noite para tarefas mais longas, deixando o trabalho pesado acontecer fora do horário de foco.
O CLAUDE.md como memória do projeto
Um detalhe prático resolve um problema comum: a IA "começar do zero" a cada sessão. O time usa um arquivo chamado CLAUDE.md, lido no início de toda conversa. Nele ficam erros já cometidos, boas práticas, convenções de estilo e modelos de pull request. É o que dá contexto contínuo ao agente, sem precisar reexplicar o projeto toda vez.
Por que isso importa para o seu negócio
Você não precisa de cinco telas para tirar proveito do Claude Code. A lição para quem toca uma empresa pequena é de processo: ferramentas de IA rendem mais quando há um padrão escrito — o que fazer, o que evitar, como entregar — e quando a pessoa assume o papel de revisar e orquestrar, não de executar cada etapa.
Para times enxutos, isso significa transformar um profissional técnico em alguém que coordena vários fluxos automatizados, multiplicando a entrega sem multiplicar a folha. O recado de quem criou o Claude Code é direto: o gargalo deixou de ser digitar e passou a ser decidir o que construir.
Conteúdo reescrito e traduzido para PT pela redação luiscortex, revisado por humano.
Fonte: Crypto Briefing





